18 de março de 2010

We are the world

For Haiti.




8 de março de 2010

PENSAMOS TODOS OS DIAS NOS PROBLEMAS DO PLANETA?


Nesses tempos contemporâneos em que vivemos, virou moda falar do politicamente correto, do meio ambiente, reciclagem, preservação, sustentabilidade e etc.


São temas que nos levam a refletir sobre as ações humanas no planeta Terra, nossa casa, nosso lar.


Confesso que é lindo ver pessoas preocupadas com o desperdício de água; a emissão de gases que provocam o efeito estufa; o desmatamento na Amazônia; empresas com negócios sustentáveis e etc (inclusive sou uma dessas pessoas). Mas é fato que são poucas as que realmente fazem algo para mudar toda esta situação. E sozinhas elas não podem chegar muito longe.


O correto e ideal é que cada ser humano da Terra comece a fazer sua parte, por mais pequena que seja, contribuindo para a permanência da raça humana nesse lugar que chamamos de lar, até porque não estamos em um filme de ficção científica onde poderíamos facilmente mudar de planeta.


Podemos nos conscientizar por um momento, mas depois acabamos esquecendo. É certo que não posso generalizar, mas isso me faz pensar até que ponto realmente estamos preocupados com o planeta. Será que os poucos militantes de causas quase impossíveis conseguem sozinhos reverter a situação caótica em que vivemos? Óbvio que não.


E essa situação caótica não está só no âmbito ecológico, mas no comportamento, nos hábitos. Como conscientizar uma pessoa que joga lixo na rua de que aquilo não é bom para o planeta? Como conscientizar pessoas a não comprarem determinados produtos que prejudicam a natureza? Tarefa difícil.


Às vezes passo tempo demais no chuveiro, esqueço de separar o lixo reciclável e tantas outras coisas que podem parecer mínimas, mas que fazem diferença. Isso significa que não estou interessado nos assuntos ecológicos?


Acredito que me falta empenho. E acredito também que o mesmo acontece com muitos de nós, pessoas conscientes e preocupadas com o planeta.


Pode ser que a solução esteja em nos policiarmos mais, lermos mais e procurarmos mudar nossos hábitos por vezes egoístas. O que não podemos fazer é deixar que o politicamente correto e o meio ambiente virem assuntos banais e desvalorizados. Aí, estaremos perdidos.


E você leitor, o que pensa sobre o assunto?

5 de março de 2010

Arte e mais arte.

Fiz a leitura do texto TRANSESTETICA de Jean Baudrillard em espanhol, e pelo o que eu entendi, as idéias principais são essas:

A arte está perdendo seu significado original e se tornando mais comercial.  Não tem mais as formas e padrões tradicionais. Uma obra não tem relação com a outra e tudo muda muito rápido, tornando essas imagens efêmeras.
Não há mais os padrões de beleza e feiúra que antes existia e muitas tendências podem coexistir naturalmente, nesse mundo artístico. Muitas imagens vêm sendo usadas para publicidade, então elas são usadas e logo não estão mais sendo divulgadas. Com essa publicidade toda, as imagens passam valores e crenças para as pessoas, influenciam ideologias.
Um novo conceito de beleza nasce, a especulação cresce. O texto questiona se devemos ou não nos sentir incomodados com isso tudo, e diz que como a arte está muito além do bonito e feio, também não podemos julgar  se isso é bom ou mal.

Se o que eu entendi estiver errado, em relação ao texto, não tem problema porque eu fiquei pensando nisso:

Tudo está se transformando, o mundo está caminhando e a arte não pode simplesmente ficar pra trás, as pessoas estão mudando seus pontos de vistas em relação a estética e a arte vai mudando de acordo com o que as pessoas vão pensando sobre ela.
Um quadro de duas pessoas olhando pra frente já não interessa mais as pessoas contemporâneas porque já viu muitas vezes isso, então, os artistas têm que mudar para acompanhar esse pensamento. A publicidade não pode mais fazer coisas simples, porque como há muita imagem divulgada, só tem destaque quem fizer coisas realmente evidenciais. As técnicas também tem a ver com isso, porque agora não são mais telas pintadas que queremos ver, são filmes em 3D, uma super-arte-multimidiática.
O texto fala bastante das mudanças que aconteceram na arte, muita gente fazendo arte e falando sobre ela. Tudo vai mudando e caminhando, a arte também.

Enquanto eu lia o texto, eu formulei essas perguntas porque foram minhas dúvidas “filosóficas”:

- Qual significado que uma obra de arte tem para quem compra?
- Vocês acham que o que fez as imagens mudarem de significado foi a saturação de mercado?
- O que nos faz querer julgar o feio e o bonito toda hora?
- O que faz uma coisa qualquer  virar coisa boa para a massa?
- Como sabemos o que é realmente nosso gosto ou se é a mídia, moda ou a publicidade que diz que a gente gosta?

E, como eram perguntas interessantes, resolvi tentar respondê-las, mas tudo no meu ponto de vista pessoal e não super pesquisando em várias fontes, livros, filósofos e tal... Eu diria que é minha mais pura opinião sobre isso.

- Qual significado que uma obra de arte tem para quem compra? Talvez as obras de arte tenham mais significado de status do que qualquer outra coisa. A pessoa que compra uma obra caríssima para colocar em sua sala não está se importando muito com o que significa, com o que o autor estava sentindo na hora de pensar nela, nas ideologias que ele quer passar. Acho que a pessoa que compra uma obra muito cara quer ser reconhecida pelo seu status.
- Vocês acham que o que fez as imagens mudarem de significado foi a saturação de mercado?
Eu acho que não. Acho que o que mudou foi a vida das pessoas. Toda e qualquer imagem tem espaço no mercado (ou na parede da casa de alguém), mesmo a mais clássica nos dias de hoje. Mas  com as novas ideologias, novas tecnologias e cultura as pessoas não querem mais ver as mesmas imagens que viam na época de nossos avós ou bisavós.
- O que nos faz querer julgar o feio e o bonito toda hora?
Não sei.  Talvez o fato de querermos darmos opinião em tudo, acharmos que somos perfeitos ou muitas vezes, por achar que somos os donos da razão. Porque, na minha opinião, não podemos julgar o que é bonito ou feio por motivo nenhum.  Acho que para dizer que algo é bonito ou não tem que haver um contexto, por exemplo, se formos analisar uma obra de arte, de acordo com os padrões x da época, do pintor...
- O que faz uma coisa qualquer virar coisa boa para a massa?
Tudo que tem muito marketing e publicidade em cima a massa acha boa. Lady Gaga, Backstreet Boys e Big Brother Brasil.
- Como sabemos o que é realmente nosso gosto ou se é a mídia, moda ou a publicidade que diz que a gente gosta?
Acho que não tem como saber, porque nossos gostos estão diretamente relacionados a publicidade e propaganda. É por isso que tem coisa que a maioria das pessoas gostam, como Coca Cola, Mc Donald’s e Beyonce.


27 de fevereiro de 2010

Breve comparação entre Aracaju e São Paulo




Hoje vou escrever um pouco sobre minhas experiências em cidades.

De um lado, São Paulo, metrópole repleta de confusão, barulho, trânsito carregado e enchentes.

Do outro, Aracaju, capital do estado de Sergipe, tranquila, planejada e quente.

Nestas férias estive em minha cidade natal, Aracaju. Acostumado com a correria e tempo gastos em São Paulo, principalmente no trânsito, fiquei maravilhado com o tempo que gastei em trajetos comuns como ir ao Shopping, ao parque da cidade e casas de amigos.

Em São Paulo levo duas horas para chegar até a faculdade, que fica a 30km de minha casa. Sempre saio com duas horas de antecedência para compromissos em lugares importantes da cidade, pura prevenção já que não gosto de me atrasar.

Em Aracaju, levei assustadores e rapidíssimos 10 minutos de ônibus para chegar ao shopping. Levava menos de 10 minutos para chegar de carro a casa de amigos e familiares. Era uma economia de tempo absurda e bem vinda.

Lá consegui ler mais, dormir mais, descansar mais e aproveitar mais as pessoas que amo. São Paulo tem seus benefícios, mas, em contrapartida, prejudica mais do que beneficia. Aqui em Sampa eu durmo menos, estudo menos, aproveito menos meus amigos e passo tempo demais em trânsito, ônibus e deslocamentos.



Talvez no fim das contas não seja tão válido morar em São Paulo, apesar dos Museus, empresas de comunicação, eventos mundiais, cinemas, teatros, livrarias e um tanto de outras coisas maravilhosas que a cidade oferece. Sem falar na quantidade de chuvas e enchentes que enfrentamos quase que diariamente no verão.

No fundo tenho vontade de desistir de São Paulo, mas sempre dou mais uma chance. Porque?

Porque de alguma forma gosto da loucura e da agitação e da quantidade de pessoas que se encontra todos os dias por estas ruas. Uma quantidade imensurável de culturas e tipos.E de uma coisa eu tenho certeza.

Quando puder e estiver financeiramente estabilizado para tal, voltarei a Aracaju, com seus períodos curtíssimos de deslocamento. Só assim poderei ler mais, viver mais e continuar amando minha cidade natal.

E você, leitor? Tem alguma experiência para compartilhar sobre outras cidades? Deixe seu comentário.

21 de fevereiro de 2010

Quando escrever é uma arte?









           Estética há em tudo o que consumimos. Os objetos, comidas, eletrodomésticos e eletrônicos, brinquedos... tudo está cada vez mais atrativo, colorido, com texturas e, é claro, gostamos de comprar o que nos agrada ao olhar. (E gostamos de namorar pessoas que a mídia (ou Globo) diz serem bonitas, esquecemos de olhar a qualidade porque o "importante" é namorar alguém que seja o padrão de beleza da moda) Esquecemos, muitas vezes, que a beleza está em outros lugares também, muito mais do que em objetos e imagens que vemos, deveria haver beleza também nas formas, jeitos, poses e cenas que imaginamos quando estamos lendo um bom texto.
           As artes não são consideradas artes por qualquer motivo. A música, dança, pintura, escultura, teatro e cinema são formas riquíssimas de se expressar. A diferença é que ler dá mais trabalho. Você pode ver, ouvir, apreciar essas outras artes sem ao menos parar para pensar em um prólogo ou epílogo e nem imaginar qualquer cena, porque elas estão lá. As imagens produzidas vão estar lá, de qualquer maneira, se você pensar sobre elas ou não. Mas quando você lê, você é obrigado a imaginar, se não, você para de ler, e quando para de ler, a imagem não se forma, o objetivo não se cumpre.
           Pra quem tem imaginação, um texto bem escrito proporciona grandes viagens no mundo da fantasia. Ele pode gerar reflexão, curiosidades, euforia e conhecimento para quem os lê. Mas as vezes as pessoas esquecem que escrever bem também é uma arte, e como toda arte tem uma padrão, uma estética e um motivo por estar escrevendo, não é simplesmente escrever. 
           Então quando escrever é uma arte e quando não é? O melhor é comparar o texto literário e o não literário. O literário é mais voltado para a estética, mesmo tendo uma mensagem pra passar. O texto não literário só está preocupado com a informação que passa, sem emoção ou estética. O texto literário tem mais detalhes abstratos, figurativo, enquanto o que não é, usa as palavras que elas realmente significam em cada idioma, no sentido denotativo.
           Escrever é arte quando o autor quer passar uma emoção e não só a informação, ele faz isso com metáforas, expressões, pausas, coloca ou economiza palavras para passar o sentimento. Escrever não é arte quando o autor usa termos técnicos para passar a informação e nada mais.
           Para o texto ser arte ele tem que ser subjetivo, já que uma característica importante da arte é essa, diferente da informação que é objetiva. Se o autor não se importar com a estética e a imagem, um texto não é literatura, arte. Escrever é arte quando sentimos o que Aristóteles chama de catarse, essa grande emoção através de uma representação. 


por Gabriela Pagliuca, artista, estudante de jornalismo e blogueira.

5 de fevereiro de 2010

Análisando a imagem de Buda e de Os Três Macacos Sábios

(só está grande por causa das imagens e porque são duas imagens analisadas)

O primeiro post do ano é o meu primeiro trabalho da faculdade aqui na Espanha. Isso mesmo, estou fazendo esse semestre na Espanha. Então, diretamente de Madri, minha análise de duas imagens e no que elas se transformaram com o passar do tempo.

A aula é ‘estética e imagem’, a matéria na aula veio ilustrada com um documentário sobre a imagem de Che Guevara e como ela se transformou em uma das imagens mais famosas do século XX.




A foto tirada por Alberto Korda foi guardada por alguns anos e, de acordo com o documentário “Chevolution”, nem se sabe a primeira vez que ela apareceu.
O que se sabe é que era uma fotojornalística e que se tornou símbolo com significados como revolução, coragem, socialismo, luta, liberdade... deixou de ser uma foto referencial para ter um símbolo. 

Eu mesma tenho uma camiseta com essa imagem e em volta escrito uma frase que eu sempre levo comigo: "há que endurecer-se, mas sem perder a ternura jamais."
Ok, o trabalho era esse. Eu escolhi duas imagens: o Buda e Os Três Macacos Sábios porque as duas imagens são mais do que imagem, são representações de ideologias, digamos assim.
Dessa maneira, o processo foi o oposto da foto de Korda, que era “apenas” uma imagem e passou para um símbolo, no caso do Buda e de Os Três Macacos Sábios, eles eram um símbolo e passaram a ser comerciais e a perder o significado ao longo do tempo.

Espero que gostem da minha análise.

Qualquer erro de conteúdo que encontrarem, é só falar. 



Buddha, ou Buda.


A religião budista, para entender o significado da imagem.



Antes de falar sobre a imagem budista, preciso explicar mais ou menos do que se trata a religião budista, diretamente relacionada a minha escolha da primeira imagem.
A religião foi fundada no século VI a. C., pelo príncipe hindu Siddharta Gautama. Os ensinamentos que o Budismo oferece é desapego material e a busca da natureza dos fenômenos. O objetivo do Buda não era pregar a religião e sim iluminar as pessoas. As pessoas buscam o budismo para viver uma vida mais cheia de paz, serenidade, alegria, sabedoria e liberdade.
A palavra Buda significa desperto, iluminado. De acordo com a religião budista, a palavra buda não significa apenas o principe Sidarta Gautama que fundou a religião budista, mas todas as pessoas que alcançam a mesma realização espiritual e qualquer um pode alcançar esse estado, mesmo sendo difícil, todos são capazes.

A imagem de Buddah.

 

Existem várias representações de Buda, tanto como esculturas, estátuas como imagens gráficas e plásticas. Há diferentes representações também.

O principe fez regimes rigorosos até ficar muito magro, por isso, algumas das representações são de o Buda esquelético, mas depois que ele percebeu que não conseguiria cumprir o objetivo dele, ele voltou ao regime normal.

          O Buda gordo surgiu na China e foi muito criticada porque diziam que Buda não era gordo. Mas o peso a mais não significava gula e sim fortuna interior. Uma frase de um dos sites que eu fiz a pesquisa dizia: “A realidade também é a interna e não só a externa”, ou seja, representando Buda como ele era por dentro, cheio de sabedoria, fortuna interior e prosperidade.
Existem outras representações, mas o importante aqui não é fazer uma análise das representações e sim o que o Buda se tornou.

Levando em consideração os ensinamentos budistas, eu parto do princípio que diferente da foto de Alberto Korda que não se importava que as pessoas ganhassem dinheiro reproduzindo sua foto, desde que por um bom motivo, as imagens do Buda e os símbolos budistas não deveriam servir de produto para comércio.

Alguns exemplos de exploração da imagem do Buda:
- Decoração de comércio (casas norturnas, restaurantes)

- Suvenirs 

- Objetos místicos com o significado de boa sorte


Há uma loja em São Paulo chamada “Saúde e Magia” que se diz dentro dos princípios éticos voltada para o comércio de produtos místicos, esotéricos, e naturais da flora brasileira. Na apresentação do site diz: “os princípios básicos de Saúde e Magia: reacender nos Espíritos a presença de Deus”. Não desconfio da boa intensão do lugar, mas eles vendem estátuas do Buda dizendo que ele atrai boa sorte com o dinheiro, afasta maus fluidos e que levanta o astral da família, além de outras imagens como do Buda carregando um saco, que signifca fortuna.
Também em São Paulo, assim como em outras grandes cidades ao redor do mundo, tem um restaurante chamado Buddha Bar com o Buda como imagem representavida. O restaurante fica dentro da Villa Daslu, uma das lojas mais chiques de São Paulo. Uma loja que é sinônimo de ganância, luxúria, apego material e consumismo leva em seu restaurante imagens que, para quem está lá comprando, comendo, bebendo, conversando, não significa nada.



Buddha Bar de Londres:

Em todos os lugares se vende pequenas estátuas do Buda gordinho com um saco do lado que trás riqueza, e se passar a mão na barriga dele, então, dá mais sorte ainda. Mas esse Buda-talismã não pode ser associado ao budismo de verdade porque a religião não cultua deuses e tem o objetivo de desapego total, tirando o real significado da imagem do Buda.




Conclusão: o próprio Buda comia apenas para sobreviver, para poder concluir seus objetivos, não comia porque tinha ganância. Ele mesmo abriu mão de coisas materiais para tentar encontrar a verdadeira natureza dos fenômenos. Além do mais, o primeiro Buda, que fundou a religião budista, não se considerava um deus, mas mesmo assim, as pessoas compram, vestem, acreditam que aquela imagem é abençoada por algum motivo, que ela vai trazer bons fluidos. Mas o comércio insiste em colocar na cabeça das pessoas que uma imagem vai ter um poder fenomenal que vai mudar completamente a vida de alguém.




Os Três Macacos Sábios











A imagem:
Essa imagem, originalmente de um templo japonês do século XVII, é baseada em um trocadilho japonês.

O seu significado real:
“Não fale o mal, não ouça o mal e não veja o mal.”
Para não olharmos, não falarmos e não ouvir o mal alheio, para podermos formar sociedades mais pacíficas com paz e harmonia.



Curiosidades:
Diz a lenda que existia um outro com a mão no ventre que significa “não FAÇA o mal”

O folclore japonês diz que essa imagem foi trazida por um monge budista chinês, mas informação não é confirmada.

Significados possíveis:
O real: não veja, não fale e não ouça o mal

Populares: alienação – as pessoas não vêem a verdade, não escutam a verdade e não falam a verdade 

Políticos: relacionado a não ver e escutar o que está em sua volta e quando for pra falar, ou não falam a verdade ou falam mais do que deveriam.
 

Escândalos: muitas vezes, quando algum escândalo políitico, economico ou qualquer outro, algumas pessoas podem relacionar os macacos com as pessoas envolvidas porque em um escândalo, as pessoas não querem se expor então não olham nada, não dizem nada e não escutam nada.

Sátiras: camisetas, adesivos, imagens na internet – com os significados, além de reais, desses todos que eu citei acima.



Brincadeiras: as pessoas simplesmente gostam de fazer poses tapando os ouvidos, os olhos e a boca.



                          


Comercialização: nada de perder a chance de comercializar três macaquinhos inteligentes e fofinhos, não é?





Filme: Existe um filme chamado “os três macacos” que conta a história de uma família que não quer encarar a verdade, então eles não falam, não escutam e não vêem ela, mas o significado real não é encarar a verdade, mas, como já foi dito, não é esse o significado original.


 

Conclusão: o sentido real se perdeu, não há como negar que a maioria das vezes que os três macacos sábios são mencionados parece ser no sentido de alienação, de ignorância, de hipocrisia. Muitas pessoas nem sabem o real significado, que é pela vida mais calma, sem maldade e pela paz. Mas, diferente de outras imagens que são usadas de forma incorreta e realmente não faz sentido, nesse caso faz sentido. Colocando na balança, não é tão negativo a sabedoria “popular”, já que realmente tem gente que parece não ver, não falar e não escutar sobre coisas que estão ao seu redor.


(Se você for usar alguma parte dessa análise, por favor, comente aqui. A parte de informações eu tirei de sites pela internet, já os comentários e pensamentos são meus. Se você sentir que eu usei alguma parte do seus pensamentos, me contate para você saber que eu não copiei e sim que pensamos igual. Abraços.)

9 de dezembro de 2009

Consciência e Ações Ambientais!


            Galera! Esse clima de Natal é bom, né? Pois é... E hoje de manhã, vi várias luzinhas ligadas, e pensei: “o que a gente ganha com essas luzinhas acesas? Nada, mas mais energia é desperdiçada e tudo o que desperdiçamos hoje, vai fazer falta um dia.”
      Dizem que cada pequeno gesto já ajuda, não é? Neste Natal vamos enfeitar nossas casas com materiais dos natais passados, mesmo que estejam usados e um pouco quebrados: não vamos desperdiçar, vamos reutilizar.


       Esse assunto casa-se muito com outro que também eu vim pra falar.
      
        Neste final de semana, vamos participar de ações que vão fazer diferença nas nossas vidas.
      

Será no dia 11 de dezembro, sexta feira, às 19h lá na Paulista, no MASP. Vamos fazer uma vigília em homenagem a todas as pessoas que serão afetadas pelo aquecimento global caso um acordo concreto não seja feito em Copenhague, na Conferência das Partes (+ sobre a CoP15).


Vamos agir! Espero encontrar você lá na Paulista!


Ainda temos chance! 




De São Paulo, Gabriela Pagliuca e qUATRO aNOS para o MUNDO.


18 de novembro de 2009

Por trás das cortinas de espetáculos teatrais.





 



                    Quando a gente assiste a uma peça de teatro muitas vezes passa pela nossa cabeça como é o outro lado, como foi a preparação, como os atores se sentem, não é? Eu fiquei pensando nisso e conversei com alguns estudantes de teatro, em São Paulo, na véspera da estreia da primeira montagem de suas carreiras.
                    O nervosismo era nítido em todos os rostos, além de ser a estreia da peça, era a primeira vez que apresentavam um espetáculo para a maioria dali. Ouviam-se desabafos da noite sem dormir ou mal dormida por causa de pesadelos, por exemplo, mas tirando isso, os comentários eram positivos e confiantes. Eles trabalharam o semestre inteiro e conseguiram aplausos de pé – e realmente merecidos.
                    O maior desafio para a estudante Kuthy Aguiar, 35, era entrar no personagem e conseguir manter a calma na hora da apresentação. Uma opinião não muito diferente de seu colega Fernando Moraes, 15: “ter concentração suficiente, na hora que dá um nervoso, para vivenciar o personagem“, em compensação, para ele, no momento vem a emoção e tudo sai com naturalidade, sem pensar.
                    O ambiente é de amizade, e cooperação – gostaria que servisse de exemplo para o resto do mundo -  tanto que para Kuthy a parte mais fácil do processo é a convivência com as pessoas.
                    De acordo com os estudantes, não houve muito tempo de ensaio e a principal preparação foi a de cada personagem. É necessário conhecer, cada um, o passado, a idade, como pensava, como agia e a época que vivia o personagem que interpreta. Só depois que cada um se colocou no lugar do seu, os ensaios começaram pra valer.
                    Para Fernando, o que deu mais trabalho entre cenário, luz, som, figurino foi o cenário porque não era algo individual: “tem que juntar todo mundo e decidir, e não adianta colocar nada ali por colocar, tem que haver um sentido para aquilo estar ali”, ele diz.
É um trabalho duro, o medo vem com uma facilidade tremenda, mas vai embora da mesma maneira. Ao ver a euforia e o brilho nos olhos dos atores na hora de receber os aplausos se consegue apenas ter uma ideia de como estão sentindo. A alegria com que saem do palco é de uma missão cumprida – e muito bem realizada.
                    Se você quer ser ator, Fernando dá as dicas: “procure uma escola de teatro e... Foco! Se você quer ser ator você tem que focar nisso. Não se importe com o que os outros vão falar e com o que sua família vai pensar. Tem que ir atrás de seus sonhos”. 


Novidades no qUATRO aNOS! Para nossa aula de rádio, estamos montando um programa que tem tudo a ver com esse blog, ele se chama Sintonia Universitária. Aqui vai ser a extensão do programa de rádio e o lugar para a interatividade com nossos ouvintes.

Logo mais postaremos conteúdos sobre o assunto, espere novidades e polêmica!